Como essenciais na caixa de costura podemos ter diversos materiais, dependendo do objetivo quanto à costura e até onde se quer levar a criatividade.
É verdade que para coser necessitamos basicamente de uma agulha, linha e tecido. Mas para quem gosta de costura e pretende desenvolver esta arte, existem outros essenciais que devem estar sempre à mão. Existem vários materiais e ferramentas que são fundamentais para facilitar o nosso trabalho e que nos ajudarão a criar o que idealizamos. Com mais experiência ou menos, para se iniciar ou desenvolver o gosto pela arte da costura, é sempre útil conhecer ou recordar o que na nossa caixa de costura devemos guardar. Aqui se enumeram alguns desses essenciais de costura que convém ter na sua caixa de costura.
pARA COMEÇAR:
Cada kit de costura tem os seus próprios essenciais. Não existe propriamente o kit de costura perfeito, pois cada um é composto à medida de quem o utiliza. auxiliar a sua prática. A tendência será ir adicionando mais ferramentas e acessórios há medida que se vai ganhando mais experiência.
Aqui se reúnem alguns desses essenciais que podem tornar mais completo o kit de costura. Mas, temos todo o gosto em adicionar mais à lista! Eis os magníficos.
checklist - OS 18 ESSENCIAIS DE COSTURA
1. AGULHAS
2. LINHAS
3. DEDAL
4. TESOURAS
5. TECIDOS
6. ALFINETES
7. ALFINETEIRO
8. FITA MÉTRICA
9. RÉGUA
10. MARCADOR DE TECIDO
11. FERRO DE ENGOMAR
12. CORTADOR ROTATIVO + BASE DE CORTE
13. ABRE-CASAS (Ou Descosedor)
14. PAPEL PARA MOLDES
15. PASSA-FITAS e KIT DE VIRAR TIRAS
16. BOTÕES
17. MÁQUINA DE COSTURA
18. CANELAS e CALCADORES PARA A MÁQUINA DE COSTURA
✓ MAIS ALGUMAS FERRAMENTAS ÚTEIS
VAMOS COSTURAR?
1. Tenha as AGULHAS prontas

Apesar de termos máquina de costura podemos ter necessidade de costurar à mão, umas bainhas, alinhavos ou uma costura invisível ou ponto escondido para fechar a abertura de uma peça, por isso convém ter agulhas sempre à mão como essenciais de costura.
Existem variadas agulhas ao dispor e para cada finalidade. Podem ser para coser (à mão ou à máquina), para lãs ou para bordar. A regra geralmente é a espessura da agulha acompanhar a tipologia do ponto ou do tecido, ou seja, se o ponto for largo, também larga deve ser a agulha, se o tecido for fino tanto mais fina deve ser a agulha. Pelo sim, pelo não, convém ter na caixa de costura um conjunto de agulhas de diferentes espessuras, comprimentos e finalidades.
Para a costura à mão existem agulhas de ponta normal ou arredondada, a longa para alinhaves, as curvas, as agulhas para acolchoar, as que facilitam enfiar a linha, as de bordar e para lãs, as agulhas para trabalhos em tapeçaria ou para tecidos específicos como o vinil, couro, lona ou plastificados. Para a máquina de costura convém ter um conjunto de agulhas universais com variadas espessuras para trocar caso a agulha se parta e ter que a substituir.
Existem agulhas mais adequadas para uns tecidos que outros. A regra é que quanto menor é o número da agulha mais fina é a agulha (entre o nº 70, agulha fina usada em tecidos mais finos e leves e a número 110, agulha mais espessa, usada em tecidos mais grossos e resistentes como a ganga ou lona. Existem ainda agulhas duplas ou triplas para pontos mais decorativos. Para malhas, a agulha deverá ser mais robusta tendo uma ponta arredondada para evitar danos. Para as gangas, por exemplo, as agulham devem ter maior resistência, e para couros.
2. Escolha as LINHAS

Existem vários tipos de linhas para costura sendo as mais comuns, as de algodão e as de poliéster. Estas linhas são muitos versáteis podendo ser utilizadas na maioria das costuras à mão ou à máquina e tecidos, tendo bastante resistência. As linhas são essenciais na caixa de costura, devendo primeiro apostar em cores mais comuns, em algodão e poliéster. À medida que vai avançando, pode ir adquirindo o seu arco-íris em linhas. São muitas as cores disponíveis! As linhas encontram-se em cones, carrinhos, tubos ou bobinas (ou canelas). Como a cor branca é geralmente a mais utilizada, será económico adquirir cones de linha branca e carrinhos de outras cores. Recomenda-se que a cor da linha seja um tom mais escuro do que o tecido que se está a utilizar. Também existem as linhas de seda, ideais para pregar e casear botões; as linhas de nylon/viscose, as de lã; as metálicas (para fins decorativos) ou as mistas. Também existe o fio de alinhavar, fio de passajar, fio específico para jeans, o fio de bordar, fio para ponto cruz ou crochet, o fio overlock, as linhas elásticas (para franzir tecidos), as transparentes/invisíveis e as recicladas.
Na sua escolha deve ponderar a qualidade das linhas de costura para uma maior durabilidade dos trabalhos e o tipo de peça onde a irá utilizar. A linha deve ser tão forte quanto o tecido onde vai ser aplicada. As linhas reagem e toleram temperaturas diferentes. Ao costurar por exemplo algo em linho com uma linha de poliéster, quando for passar a ferro a peça a alta temperatura (devido ao tecido ser de linho) as linhas poderão derreter pelo que se deve costurar com linha de algodão. Já as linhas de algodão não se devem utilizar em tecidos elásticos porque se podem rasgar. As linhas de algodão, geralmente utilizam-se no número 50 de espessura e são recomendadas para tecidos de algodão, viscose e linho. Para costuras decorativas e que exigem mais relevo é recomendada a linha nº 40 ou a nº 30 por serem mais grossas. Quanto maior for o número do tamanho, mais fina será a linha. As linhas de poliéster são bastante resistentes, indicadas para projetos com tecido elástico, malha e sintético.
Escolher a linha certa ditará o bom resultado da sua costura. Deve-se ter em atenção que ao se utilizar uma linha muito fina a costura poderá desfazer-se, ao passo que ao se utilizar uma linha muito grossa o próprio tecido poderá estragar-se. A composição da linha deve ter em conta a correspondência da composição do tecido.
3. O DEDAL é uma boa ajuda

Juntamente com a utilização da agulha temos o dedal. Apesar de não ser indispensável, ajuda muito, protege o dedo e facilita no momento de trabalhar aquele tecido mais grosso. Historicamente foi no século XIV que os dedais começaram a ser massivamente utilizados. Existem hoje em dia, dedais de todo o tipo de materiais e são muito procurados em colecionismo, nomeadamente, por viajantes uma vez que é um objeto encontrado em todo o mundo e pode ser um bom presente no regresso de uma viagem.
4. Tenha TESOURAS sempre à mão

As tesouras são essenciais na caixa de costura. São várias as tesouras disponíveis para costurar, quer sejam para cortar tecido, linhas ou moldes. Todas as tesouras terão a sua própria função no decurso da costura.
De todas as tesouras, a que deve constar na caixa de costura primeiramente é a que se destina a cortar tecido. A tesoura para tecido deverá ter uma estrutura comprida e uma lâmina bem afiada, pois assim se garantirá um bom corte. Para a sua regular utilização deverá ter-se em conta também que é ergonómica para assegurar o conforto ao trabalhar com ela. Esta tesoura tem a particularidade de ter uma lâmina inferior com design específico para pousar e deslizar melhor sobre a bancada de trabalho e não interferir com a estabilidade do tecido sem engelhá-lo ao cortá-lo. Esta tesoura deve cortar unicamente tecido para não perder durabilidade e qualidade de precisão. Esta tesoura não deve ser utilizada para cortar papel ou outros materiais, pois a partir daí não cortará tão bem e os tecidos começarão a desfiar.
Para além desta tesoura, o ideal será acrescentar uma tesoura só para cortar papel dos seus moldes. Esta tesoura para papel pode ser daquelas habitualmente utilizadas para trabalhos manuais escolares, por exemplo, e que são bastante económicas.
Opcionalmente na caixa de costura, podemos acrescentar uma tesoura pequena pontiaguda (de bordar) para cortar aqueles fios que ficam durante a costura e para tratar de pormenores, pois a tesoura de costura tradicional é mais pesada e o seu manuseio nestes acabamentos mais difícil. Também é muito prática a tesoura corta-linhas para abrir margens de costura ou recortar. A tesoura dentada, conhecida por ziguezague, também pode ser útil para remates de tecido e cortar sobras de tecido em curvas redondas retirando-lhes volume.
5. Escolha os seus TECIDOS preferidos

Para se aventurar no fantástico mundo da costura, é uma mais valia conhecer os tecidos na sua composição (origem do fio) e na sua estrutura (a forma como foram produzidos e “tecidos”), pois são a matéria-prima base com a qual vamos trabalhar nos nossos projetos. Os tecidos são, pois, essenciais na caixa de costura.
Sobre a composição dos tecidos, eles têm por base dois tipos de fibra: as naturais (de origem vegetal ou animal) e as sintéticas (processadas).
Nos tecidos de fibras naturais encontramos o algodão (também existe na versão orgânica), o linho, a seda e a lã.
Nos tecidos de fibra sintéticas temos exemplos como a viscose (ou rayon), nylon, cetim, tule, napas, etc.
Existem ainda os tecidos de fibras mistas que misturam fio natural e sintético, como são o caso de misturas de elastano, conhecidas como Lycra ou o tecido térmico, como é o caso do neoprene utilizado em fatos de mergulhadores ou surf, teflon ou manta térmica em lancheiras, por exemplo.
Podem ser várias as combinações que darão origem a novos tecidos.
Os tecidos são classificados conforme a gramagem, elasticidade, largura, estampagem, cor ou acabamento. Os tecidos podem ser vendidos, a metro, tendo geralmente entre 110 a 150 cm de largura. Mas também podem ser vendidos em retalhos “Fat Quarter” (medida de corte de tecido, originários do Patchwork) que possibilitam a que tenhamos uma maior variedade de tecidos, com um menor investimento para múltiplas utilizações uma vez que as medidas serão suficientes para quase tudo.
Na costura criativa, o eleito é o tecido natural 100% algodão por ser bastante resistente, macio, sem elasticidade logo fácil de trabalhar, lavável a altas temperaturas e, por abundar nas mais variadas cores e padrões. Deve é ter sempre por perto o amigo ferro de engomar pois amarrota-se com facilidade. Os tecidos com mistura de algodão e poliéster poderão não ser tão suaves, mas também apresentam uma boa base de trabalho com menos probabilidade de se amarrotarem.
Sobre a estrutura dos tecidos, tem a ver com a forma como são produzidos e os fios entrelaçados. Na estrutura tem-se em conta o ligamento, ou seja, a forma como os fios compõem um tecido. Todos os tecidos são produzidos pelo entrelaçar de dois fios, os da teia no sentido do comprimento e os da trama no sentido da largura. A forma como estes fios de teia e trama de entrelaçam é o que vai definir a estrutura do tecido. Os fios da teia são dispostos perpendicularmente aos da trama. A estrutura do tecido poderá alterar conforme o padrão de entrelaçamento da teia e da trama.
Existem 3 tipos principais de estrutura produzidos em plano (in Threads Magazine): tafetá, cetim e sarja que definirão como será o tecido. Ainda podemos encontrar o jacquard e a estrutura de malha e outros que serão variações dos 3 principais. O tecido de Tafetá é o que tem a estrutura mais simples, com os fios da trama a passarem alternadamente sobre os da teia. É o caso de: tafetá, popelina, musseline, cambraia, vichy, percal, chiffon, organza… O tecido de Sarja tem uma estrutura em que o fio da trama passa no mínimo sobre dois ou quatro fios da teia. Em cada nova passagem o fio da trama avançará uma unidade para a direita ou para a esquerda, fazendo uma linha na diagonal. É o caso de: sarja, gabardine, denim/jeans, tweed… O tecido de Cetim é o que tem a estrutura mais fina e delicada, em que cada fio da teia passa quatro a oito vezes sobre a trama, numa disposição em forma de ziguezague. O cetim é formado por repetições de cinco a doze fios de trama ou teia que contribuem para ser um tecido liso e brilhante de um lado e opaco de outro. É o caso de: cetim, crepe de seda, alpaseda, peau D’ange… O tecido com estrutura Jacquard é produzido mecanicamente onde se controlam separadamente os fios da teia e da trama que são entrelaçados um a um de forma a se obterem desenhos na face do tecido. É o caso de: damasco, brocado, tecidos para decoração. A estrutura dos tecidos de malha é diferente na forma como os fios se entrelaçam, ou seja, os fios entrelaçam-se sempre no mesmo sentido: ou todos na teia ou todos na trama. A malha é formada pelo entrelaçar de um fio sobre ele próprio. O processo é semelhante ao do utilizado em tricô. É o caso de: malha, ribana, moletão, meia malha, piqué…
6. ALFINETES por perto para boas uniões

São das peças essenciais na caixa de costura. Existem hoje em dia de diferentes espessuras, tamanhos e formatos de cabeça. Podem ser alfinetes simples, de cabeça, de ama, pequenas molas (“molas / pinças mágicas” que seguram tecidos mais grossos ou em camadas e evitam o furo do alfinete e dano em tecidos mais delicados) ou para costurar à máquina. Podem ser sem ou com cabeça achatada, em bola ou mais criativos com variadas formas e cores de cabeça (cabeça em forma de flor, passarinho, botão, etc.) Os alfinetes podem ser cabeça de plástico ou metal.
A função dos alfinetes, sejam de que material forem, será sempre a mesma, ou seja, prender bem os tecidos unidos para costurá-los, evitar que saíam do sítio enquanto se costura e colocar fitas ou elásticos. Para a costura à máquina existem alfinetes mais flexíveis, compridos e finos do que os habituais. Estes alfinetes são mesmo indicados para a utilização na máquina pois, não há problema se a agulha lhes acertar, não partem nem estragam a máquina, pelo que não é necessário retirá-los antes de coser. A sua colocação deve ser feita perpendicularmente à costura, e a sua distância dependerá do tipo de costura e materiais a costurar. Entre dois dedos cada para coser curvo ou cinco dedos cada para trabalhos em linha reta. A utilização de alfinetes para unir cantos de tecido é muito prática.
7. O ALFINETEIRO é muito útil

Faz parte dos essenciais na caixa de costura. Muito útil para organizar num só local os alfinetes da última costura. Pode costurar o seu próprio alfineteiro, sendo uma boa forma de se iniciar nas costuras. Escolha o molde, costure, adicione o enchimento e pratique o ponto escondido. Terá assim o seu alfineteiro exclusivo que acompanhará todos os próximos projetos. Ou então, pode simplificar, e adquirir um alfineteiro magnético. A vantagem é que com este alfineteiro rapidamente reunirá todas as peças de volta ao sítio e arrumados numa só passagem sem o perigo de algum ficar em local desconhecido. Quer um quer outro tem as suas valias, e convivem bem lado a lado. Afinal, o que importa mesmo é ter a mesa de trabalho bem arrumada e com os essenciais de costura sempre à mão.
8. FITA MÉTRICA para tirar corretas medidas

Um clássico em qualquer caixa de costura (e qualquer casa) é a fita métrica. Utilizada tradicionalmente ao pescoço deve estar sempre à mão sendo um dos essenciais na caixa de costura! É de utilização universal, pois dá para medir costura, o crescimento da altura das crianças, o espaço disponível para o novo mobiliário lá de casa ou a altura para a bainha dos cortinados. De composição flexível (e não de plástico), com os seus 150 cm é um essencial para tirar bem as medidas, para qualquer projeto de costura.
9. Com a RÉGUA as marcações não falham

Para marcar bem as medidas, convém ter na caixa de costura uma régua. Existem várias, com diferentes tamanhos, espessuras e finalidades. Fica ao gosto de cada um e conforme a funcionalidade.
Para a costura criativa, são mais úteis as réguas em acrílico resistente e antiderrapante, ótimas para se colocarem por cima do tecido e este não escorregar, mantendo a total transparência e visibilidade, especialmente criadas para quem costura ou faz Patchwork. Estas réguas são as ideais para serem utilizadas em conjunto com o Cortador Rotativo e a Base de Corte. Ajudam a conseguir o corte desejado com maior precisão sem gasto de tecido. A régua tem a altura adequada para conduzir o cortador rotativo e evitar que esse siga outra trajetória. Estas réguas têm uma séria de marcações muito práticas para que se possa medir o corte e também executar ângulos. Existem em vários tamanhos, sendo bastante prática a de 15 cm x 60 cm.
10. Para precisão o MARCADOR DE TECIDO é a solução

Para ajudar nas marcações temporárias no tecido existem várias soluções. Podemos recorrer ao tradicional giz de alfaiate (que se deve marcar no avesso do tecido), à carretilha (roda dentada utilizada para marcar o tecido), aos marcadores térmicos ou hidrossolúveis. Convém o tecido ser marcado no avesso para que não se vejam as marcas, depois do trabalho pronto. Os marcadores temporários desaparecem, como o próprio nome indicado passado algum tempo, por si só, após a aplicação ou com um pouco de água no caso dos hidrossolúveis. Aos marcadores têxteis podemos também juntar um lápis ou uma caneta para fazer os moldes para o tecido.
11. O FERRO DE ENGOMAR é um dos melhores companheiros da costura

Um dos mais importantes essenciais na caixa de costura para ter, junto à mesa de projetos. O melhor companheiro das costuras! Decisivo para conseguir excelentes resultados nas costuras, o ferro de engomar deve ser utilizado ao longo de todo o processo de costura.
Antes de cortar os tecidos, colar materiais termocolantes ou de costurá-los, os tecidos devem ser passados, sobretudo na temperatura máxima e a vapor para evitar a lavagem e impedir que as peças encolham à primeira lavagem. Claro que tudo dependerá do tipo de tecido, mas se se tratar de costura criativa onde geralmente a opção é de tecidos de algodão esta regra deve ser aplicada. Nota: caso não disponha de um ferro com vapor, poderá utilizar um pano de algodão húmido entre o ferro e o tecido. Após cada fase da costura, o tecido deve ser passado ajudando a costura a unir-se ao tecido.
O ferro é muito útil para costuras abertas ou tombadas e para fazer vincos, por exemplo, bastando uma passagem com o ferro sobre um vinco, por exemplo, e o tecido fica facilmente marcado facilitando na altura de coser. Na fase de virar a peça costurada, pela pequena abertura deixada, para o lado direito o ferro ajuda bastante para voltarmos a ter um tecido alisado e sem vincos ou pregas. Tecidos com entretelas devem ser passados cuidadosamente do lado do tecido e nunca diretamente sobre a entretela que pode derreter. Se mantiver esta regra de passar o ferro ao longo de cada costura do projeto, o resultado final da peça sairá pelo melhor.
12. Tenha a postos o CORTADOR ROTATIVO e a BASE DE CORTE

Para conseguir cortes precisos em tecido tem ao dispor uma ferramenta essencial para guardar na sua caixa de costura. O Cortador rotativo é uma das melhores invenções na vida de quem ama a costura. Os tecidos terão o corte preciso, pois a lâmina do Cortador rotativo desliza ao cortar sobre o tecido sem o desfiar. Quando não se está a utilizar o Cortador rotativo deve ser protegido com a proteção devendo colocar-se sempre a patilha de segurança. Este Cortador deve-se reservar para cortar unicamente tecido pois assim se garante que a lâmina se mantenha afiada. Para cortar outros materiais deve-se ter outro Cortador. Quando deixa de cortar, a sua lâmina pode ser substituída. O tamanho de lâmina mais utilizado é o de 45 mm que permite cortar até cerca de 4 camadas de tecido. Existe também uma lâmina de 60 mm que consegue cortar mais de 4 camadas e entretelas ou enchimentos mais grossos.
O Cortador rotativo deve ser utilizado em conjunto com a régua especial em acrílico de costura e a conhecida base de corte (à base de borracha e com quadrículas para facilitar medições) que integra régua de marcações em cm e polegadas, e é apropriada para a utilização destes Cortadores.
A Base de corte com marcações para tecidos é uma peça essencial para ter sobre a mesa de trabalho onde pode realizar desde cortes mais simples a mais complexos ou angulares. De superfície macia, esta base é adequada para cortes com lâmina ao mesmo tempo que protege a mesa de trabalho. A base convém ser antiderrapante para conseguir boa aderência ao tecido e existe em vários tamanhos. As de 60 cm x 45cm ou 60 cm x 90 cm são bastante práticas. Sobre esta base não é recomendado o uso de outros objetos cortantes como o x-ato, por exemplo, pois podem danificar a sua composição. Se quer uma mesa de trabalho protegida e o corte perfeito, o conjunto composto pelo Cortador rotativo mais a régua acrílica mais a base de corte são o melhor aliado diário que se pode ter na costura criativa e para se criar sem limites.
13. ABRE-CASAS (ou DESCOSEDOR) para imprevistos

Uma das ferramentas essenciais na caixa de costura. Para desmanchar uma costura, rasgar tecido para abrir casas de botões, cortar linhas ou, fazer aquele furo para aplicar uma mola, o abre-casas é o seu melhor amigo e a solução perfeita. Este pequeno instrumento, tem uma ponta afiada e integra uma pequena lâmina cortante com uma ponta arredondada para proteger os tecidos Muitas vezes as máquinas de costura trazem-nos incluídos.
14. PAPEL PARA MOLDES e desenhar criações

No decorrer do gosto pela costura será normal que comece a criar os seus próprios moldes pelo que convém ter à mão papel para começar a criá-los. Com a grande oferta de moldes on-line, também poderá querer decalcá-los pelo que o papel vegetal e o papel de seda são uma boa solução e bem versátil. Mais acessível e utilizado é o tradicional molde feito no papel para depois cortar no tecido.
Ao desenhar o molde no papel tem-se a vantagem de se poder corrigir eventuais incorreções e depois guardá-lo. Para este efeito, e por forma a ter bem organizados os seus moldes, poderá adquirir uma daquelas pastas arquivadoras tradicionais, compradas em papelarias para ter tudo junto num só local na altura de necessitar de algum já sabe onde procurar. O papel kraft também é muito utilizado em modelagem sobretudo de roupa. Encontra-se em rolo ou folhas individuais e tem diferentes gramagens conforme a finalidade.
15. PASSA-FITAS E KIT DE VIRAR TIRAS dão uma ajuda

Acessórios úteis para quem desenvolve o gosto pela costura e pretende ir mais além. O Passa-fitas é essencial para quem aplica nos seus projetos, muitas fitas ou cordões, como é o caso das bolsas, alças… Este acessório de costura como o passa-fitas é muito prático e facilita muito na altura de passar a fita, o elástico ou cordão pelas pequenas aberturas ou canais de tecidos, sejam curtos ou compridos.
O kit de virar tiras também é bastante útil. Composto por agulhas e tubos de diferentes tamanhos, o kit dá muito jeito na altura de revirar a tira de tecido e também ajuda a que os cantos das costuras fiquem bem direitos para os rebater. Caso não se pretenda investir nestes acessórios anteriores, para ajudar a revirar o tecido também é possível usar um alfinete de ama ou o clássico pauzinho chinês.
16. Convém ter por perto BOTÕES

São essenciais na caixa de costura. Convém ter uns botões extra, para quando for necessário substituir algum que se perdeu… Uma peça tão pequena e simples, mas que em alguns casos se torna uma paixão e colecionismo (designados esses colecionadores como “ fibulanomistas”).
De várias cores, padrões, materiais e formatos, modelos feitos com materiais reciclados ou por impressoras 3D, hoje em dia, os botões para além do caráter funcional de fechar peças, são cada vez mais peças decorativas e verdadeiras obras de arte que embelezam e dão ser a qualquer trabalho de costura. O abotoamento pode ser simples, duplo ou embutido. Recomenda-se que ao se costurar um botão, se deva deixar entre o botão e o tecido algum espaço para facilitar o fecho da casa. O mais comum é coser à mão os botões, mas também podem ser costurados à máquina, devendo para isso ter um calcador apropriado para o efeito. Juntamente com as molas de pressão ou magnéticas, colchetes e os fechos, os botões são uma excelente opção e podem ter diversas combinações, tornando as peças de costura únicas e com mais personalidade. Interessante verificar que os botões em roupas femininas se costuram do lado esquerdo e nas roupas masculinas do lado direito.
De acordo com a história e costumes antigos, diz-se que nas vestes femininas seria para facilitar o vestir das mulheres da nobreza pelas criadas, já que na época não se vestiam sozinhas e que nas vestes masculinas seria para que fosse mais fácil vestirem sozinhos os uniformes militares e pudesses segurar a espada com a mão direita enquanto conseguiam abrir o casaco. Hoje em dia mantém-se como forma de diferenciar os tipos de modelos de roupa, se são de mulher ou de homem. E pensar que os primeiros botões de que se tem conhecimento seriam de conchas, osso ou pedra ou que já foram objeto de luxo e preciosidade! Falando em tradições ou crenças populares… Boa sorte se encontrar um botão branco com quatro furos! Dizem que dá tanta sorte como um trevo de quatro folhas. Já agora, quando utilizar botões nas suas peças, tente utilizar em número ímpar que dá mais sorte. E, não costure um botão de cabeça para baixo… dizem que não dá lá muita sorte!
17. A melhor das companheiras, a MÁQUINA DE COSTURA

A melhor companheira e um essencial para quem ama a costura. Máquina de fazer sonhos, onde cada linha conta uma história e se cria sem limites. Uma extraordinária invenção revolucionária do final do século XVIII. É essencial que tenha diferentes tipos de pontos de costura (o ponto corrido, de remate, ponto ziguezague, ponto de cerzir, para casas de botão, para chuleio, alinhavar, pontos decorativos, …) e que seja leve para facilmente se poder transportar. Em cada máquina poderão utilizar-se para além das agulhas universais, outros tipos de agulha conforme a peça a costura. Existem agulhas próprias para ganga, pele, tecidos elásticos ou plastificados, agulhas para bordar, para linhas metálicas, etc. As agulhas para a máquina de costura têm vários tamanhos e espessura. Quanto maior o número mais resistente e robusta será a agulha, mais grossa deverá ser a linha e o tecido mais resistente. Em tecidos delicados e leves deve usar-se uma agulha mais fina. A agulha mais utilizada e standard é a número 80. Para detetar algum problema na sua máquina de costura, basta que lhe preste atenção e a escute. Geralmente as máquinas dão sinal.
A escolha da máquina de costura fica ao critério de cada um conforme o objetivo (para costura criativa, patchwork, bordar, costurar vestuário…) e a disponibilidade de tempo e financeira para o investimento. Comprar uma máquina de costura deve ser uma decisão ponderada e não de impulso, pois não é um equipamento assim tão barato embora, hoje em dia, exista já uma grande oferta quer de marcas conhecidas ou marca branca. Tal como acontece com qualquer outro equipamento, os preços das máquinas de costura oscilam conforme as funcionalidades que integrem, variedade de pontos e conjunto de acessórios, a tecnologia, robustez e qualidade dos componentes. Combinação de máquina de braço livre e de apoio e elétricas, as máquinas de costura comuns são pensadas para serem colocadas sobre uma mesa, acionadas por um pedal no chão, que regula a velocidade e imprime o movimento. Existem máquinas de costura mecânicas (mais raras hoje em dia), elétricas (as mais comuns) e digitais (para costuras experientes e profissionais, onde até o próprio ponto pode ser desenhado. Existem máquinas domésticas para costura, semi-profissionais, profissionais, industriais, máquinas corte e cose overloque, bordadeiras… Habitualmente, a máquina de costura traz um conjunto de acessórios básicos desde a chave de fendas para a sua manutenção, o pincel para remover o pó, kit de agulhas extra, canelas extra, enfia-linhas, abre-casas, calcadores extra, etc. Os acessórios variam consoante o modelo da máquina.
18. CANELAS E CALCADORES para a máquina de costura

Para a máquina de costura, a conhecida canela é utilizada para carregar a linha de baixo, na bobine. Existem modelos standard e universais que servem a maior parte das máquinas. São essenciais na caixa de costura pelo que convém ter algumas canelas extra, sobretudo com as cores básicas (como o branco) e as que mais se irão utilizar.
Geralmente todas as máquinas, quando adquiridas, trazem um conjunto de acessórios entre os quais calcadores. Existe o calcador universal que dá para coser quase tudo; o calcador da bainha invisível; o calcador de fechos; o calcador para coser casas de botão e aplicar o botão; o calcador para bordar e cerzir; o calcador para alinhavar; o calcador para pontos decorativos; os calcadores para cordel, franzir, para patchwork…
MAIS ALGUMAS FERRAMENTAS ÚTEIS:
- MOLAS (de pressão, íman de abas) + ALICATE específico para aplicação de molas
- SISTEMA DE FORRAR botões
- COLAS têxteis
- FAZEDOR DE VIÉS
- FECHOS
- COLCHETES, VELCRO
- ENTRETELAS E ENCHIMENTOS
- FITAS DECORATIVAS, ELÁSTICOS, CORDÕES, APLIQUES
- ORGANIZADORES para manter organizadas caneças, linhas, calcadores, etc.
- CREME DE MÃOS para que a sua maior ferramenta de trabalho – as suas mãos, estejam sempre hidratadas.
- ETIQUETAS para tornar ainda mais únicas e especiais as suas costuras.
- CRAFT TRACKER para registar a sua prática criativa.
- E… muita PRÁTICA, PACIÊNCIA E INSISTÊNCIA. Ter muita vontade em aprender para adquirir o jeito e perícia!
Mas lembre-se que não existe o kit de costura perfeito! À medida que for desenvolvendo a paixão pela costura, vai reunindo os seus essenciais de costura, conforme a sua necessidade e objetivos, os quais são perfeitos para si! Aqui reunimos alguns desses essenciais, certamente haverá mais por aí! Conheça também algumas dicas de costura para ajudar no próximos projetos.
Agora chegou o momento tão aguardado! Procure sentar-se confortável, naquele seu espaço preferido, usufrua deste tempo só seu e vá em frente com as costuras!
Portal da Costura